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Caminho Natural do Guadiana

No rastro do rio Guadiana.

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Caminho Natural do Guadiana

No rastro do rio Guadiana.

O Caminho Natural do Guadiana percorre um total de 1004 km de caudal deste rio, desde a nascente nas lagoas de Ruidera, até à fronteira com Portugal, passando pelas grandes barragens da Extremadura e pelas férteis várzeas de regadio que estas alimentam.

A parte extremenha, que passa integralmente pela província de Badajoz, foi dividida em seis etapas que abrangem 326 km, integrando as variantes necessárias para tornar o percurso ciclável. Este trajeto está integrado na sinalização do Caminho Natural do Guadiana (GR 114), exceto nas variantes referidas anteriormente, que ainda não estão sinalizadas.

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ETAPA 1: Villarta de los Montes – Castilblanco

A etapa começa na localidade de Villarta de los Montes, na Reserva Regional de Caça do Cíjara. Seguindo o caminho de Herrera del Duque, subimos até ao passo de Lobo e o percurso aqui começa a penetrar nos vastos bosques de pinheiro, até às imediações de Helechosa de los Montes, continuando pelo caminho de Helechosa até Castilblanco.

Durante todo o trajeto é possível observar o voo de grifos e cegonhas-pretas, bem como vários grupos de veados e gamos. Finalmente, o caminho vira em direção a sudoeste, paralelo ao caudal do Guadiana, até chegar à estrada N-502, por onde se atravessa o rio em direção a Castilblanco, localidade onde se situa o final da etapa.

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ETAPA 2: Castilblanco – Herrera del Duque – Peloche – Casas de Don Pedro

A etapa começa em Castilblanco, voltando a atravessar o rio Guadiana pela N-502, em direção a Herrera del Duque, pelo único caminho de terra do trajeto. A partir daqui o percurso começa a seguir o itinerário da BA-138 até chegar a Peloche, uma localidade nas margens da barragem de García de Sola, onde se pode usufruir da famosa zona de banhos.

A estrada percorre toda a barragem, oferecendo paisagens espetaculares. Encontramo-nos na ZPE de Puerto Peña y Sierra de los Golondrinos e neste ponto a etapa torna-se bastante mais suave, seguindo pela ponta da barragem de Orellana, um espaço onde podemos observar várias aves aquáticas, além de disfrutar da primeira praia fluvial de Espanha que ostenta uma bandeira azul.

Finalmente, depois de percorrermos cerca de 15 km de canal, chegamos a Casas de Don Pedro, localidade onde termina a etapa.

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ETAPA 3: Casas de Don Pedro – Orellana de la Sierra – Orellana la Vieja

A etapa começa em Casas de Don Pedro e dirige-se para a localidade de Talarrubias, pela estrada BA-137, embora o trajeto não chegue até esta. O itinerário, incluído na ZPE e zona de interesse regional de Orellana y Sierra de Pela, conduz-nos a Puebla de Alcocer, onde, desde o imponente castelo, se tem uma vista fabulosa da comarca.

Chegamos à ponte e ao túnel de Cogolludo, onde se atravessa o caudal original do Guadiana e nos encontramos com as ruínas da vila romana de Lacimurga. Finalmente avançamos até Orellana de la Sierra e daqui até Orellana la Vieja, localidade onde termina a etapa e cuja praia é a única de água doce de Espanha, distinguida ainda com bandeira azul.

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ETAPA 4: Orellana la Vieja – Entrerríos – Medellín

A etapa começa em Orellana la Vieja e continua paralela ao rio Guadiana até se integrar na pista do canal durante 8 km. É um trajeto que, ao entrar no caminho de Villanueva de la Serena, penetra nos cultivos de frutas, milho e arroz, uma paisagem que termina ao atravessar o rio Guadiana através das passagens de Entrerríos e, novamente por outra passagem, o rio Zújar.

Atravessando este rio, o percurso segue paralelo ao caudal do Guadiana, rodeando Villanueva de la Serena, atravessando também uma série de cultivos de regadio até se cruzar com a Via Verde Vegas del Guadiana. O trajeto continua na margem do rio, na zona do moinho de Martel, seguindo o trajeto do Guadiana, chegamos diretamente a Medellín, a localidade onde acaba esta etapa e onde é imprescindível visitar as ruínas arqueológicas como o Castelo e o Teatro Romano, já restaurado.

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ETAPA 5: Medellín – Villagonzalo – La Zarza – Mérida

A etapa começa em Medellín e continua paralela ao rio Guadiana. Depois de atravessar o rio Guadámez através de uma passagem, a etapa passa ao pé de Guijo, um pequeno cerro que é uma das poucas elevações destas várzeas e um lugar interessante para a observação de aves.

O percurso chega até à estrada EX-307, que atravessamos para continuarmos outra vez em paralelo ao rio Guadiana até chegarmos a Villagonzalo. Segue em direção jusante até passar a linha ferroviária e iniciar uma das poucas subidas deste percurso, que nos levará a La Zarza.

Vamos atravessar o rio Matachel três vezes e aproximamo-nos da Cañada Real de La Zarza, onde apanhamos a ciclovia nas margens do Guadiana, que noz conduz a Mérida.

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ETAPA 6: Mérida – Gévora – Badajoz

Partimos de Mérida, seguindo a margem do Guadiana para jusante, e atravessamos este rio na represa de Montijo, onde continuamos pela via de serviço do canal até La Garrovilla. A etapa continua entre os rios Guadinilla e Guadiana, até atravessar a A-5 e voltar a transitar entre ambos os rios até à ponte de Lobón.

Começa um sector de cerca de 15 km de alcatrão, que corresponde na maior parte a caminhos agrícolas. Depois de retomarmos o piso de terra até à Ex-209, perto de Pueblonuevo del Guadiana, atravessamos a linha ferroviária e passamos ao pé das povoações de Novelda del Guadiana, Sagrajas e Gévora, para entrarmos, finalmente, pela ciclovia em Badajoz, onde podemos aproveitar para passear e visitar alguns lugares muito característicos, como a Alcáçova Árabe e a Plaza Alta.

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